Até muito recentemente a educação de infância e, dentro desta, a educação pré-escolar não mereciam no nosso país a devida atenção, sendo escasso, disperso e pouco eficaz o seu quadro legislativo. Não existia a consciência da importância do seu papel na formação, na sociabilização e na educação das crianças portuguesas, sendo sobretudo encarada como uma ajuda a disponibilizar às mães trabalhadoras.
Em 1996 o XIII Governo Constitucional marcou o ponto de viragem, ao apresentar a educação pré-escolar como uma das suas grandes prioridades políticas e ao definir dois grandes objectivos para esta área de intervenção: garantir-lhe uma maior visibilidade nacional e criar as condições para que 90% das crianças com 5 anos frequentassem as instituições de educação pré-escolar até ao ano de 1999.

A Mulher continua a entrar em força no mercado do trabalho, e hoje a grande maioria das mães com filhos com idade inferior a 6 anos trabalha fora de casa, quando ainda não há muitos anos essa percentagem era bastante reduzida.
Mas a qualidade da educação de infância continua em crise.
As estatísticas demonstram que muitas crianças não dispôem ainda de cuidados e educação apropriados.

Muitos pais têm pois uma grande preocupação em comum: a necessidade de encontrar um lugar seguro, profissional e acolhedor para os seus filhos.

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